Nada é tão Espiritual Quanto Lavar a Louça

Uma vez li uma história que gostei muito. Ela é boa porque coloca o espiritual e o sagrado onde devem estar: no dia-a-dia das nossas vidas. Ela é a seguinte:

Um estudante do Zen olha para as montanhas, nuvens, rios e árvores. Ele vê o Ser e a união de todas as coisas. Tudo é lindo e sagrado e avassalador.

Então, o mestre Zen olha para as montanhas, nuvens, rios e árvores. Ele vê montanhas, nuvens, rios e árvores.

Fim.

Ou, como eu prefiro colocar: nada é tão espiritual quanto lavar a louça.

É lindo e, talvez, necessário experimentar os estados de consciência do sagrado, da atenção profunda e absorta. Mas é preciso prática (literalmente) e sabedoria para viver o cotidiano como sagrado.

Para mim o ápice da meditação não é quando estou sentado de olhos fechados em postura de lótus. Prefiro quando solto uma risada de leve enquanto caminho para o trabalho. Ou quando tenho a coragem de sentir uma emoção difícil do jeito que ela vem.

Meu projeto de iluminação espiritual não é flutuar por aí com uma auréola sobre a cabeça. Eu quero é tirar meu ego do caminho, ser útil, estoico e tranquilo.

Os incensos, mantras e tatuagens são alegóricos.

Prefiro o silêncio.

Montanhas, nuvens, árvores, um monge sentado em um banco de madeira.
Montanhas, nuvens, árvores e um monge sentado em um banco de madeira.

2 respostas a “Nada é tão Espiritual Quanto Lavar a Louça”

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