Como Se Preocupar Menos

Deixe-me contar uma breve história para ajudar com situações estressantes.

Era noite de sexta-feira. Eu e a Ana (namorada) iríamos pegar o último ônibus para Atibaia, às 23:20. Conversa vai, conversa vem, saímos atrasados…

O circular para a rodoviária não aparecia. Sob pressão, investi no seguro e chamei um carro de aplicativo. O motorista passou reto e teve que fazer um retorno. Não começamos muito bem.

Mas havia esperança! O GPS previa chegada às 23:15. Até que paramos no transito. Fiquei preocupado e chequei meu celular para ver se a previsão mudava.

Na quinta vez que olhei pra tela, a Ana me apontou o óbvio:

“Você sabe que olhar pro celular não vai mudar nada, né?”

Obrigado! Na hora pensei em Marco Aurélio, Sêneca e os estoicos. Eles iriam concordar. Não posso encurtar o caminho ou alongar o tempo. Se não posso controlar, devo mesmo me preocupar?

Como pensei nos estoicos, pensei em Memento Mori. “Lembre-se de que você é mortal.”

A vida uma hora acaba. Será que é com isso que quero ocupar meu breve tempo? Preocupações sobre trânsito e uma passagem de ônibus perdida?!

Ter consciência da brevidade da vida é um ótimo motivador, tanto para a ação quanto para a tranquilidade.

Perspectiva é tudo.

Então na próxima vez que se preocupar, com qualquer coisa, faça o seguinte cheque de sanidade:

  1. Pergunte-se: Posso fazer algo a respeito? Se puder, faça. Caso contrário, perceba a inutilidade da preocupação e relaxe.
  2. Lembre-se: Meu tempo é finito. Sabendo disso, vale a pena se preocupar com isso?

Parece simples, e é. Mas se aplicado é muito poderoso.

Faça bom uso.

PS: Não estou falando que nada vale a preocupação. Mas você pode descobrir que a maioria das coisas não vale.

Trânsito parado.
Nem buzina nem preocupação dão asas aos carros.

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